WHATEVER

UMA NOITE PULP FICTION… OU QUASE…

Posted on: abril 4, 2007

Pois é.

Eu, pessoa alérgica que sou, tive umas crises de rinite muito próximas e que andaram atrapalhando minha vida, tipo não ir trabalhar (YUHUUU!) e passar o domingo em casa sem conseguir abrir o olho (ui!).

Então ontem criei vergonha na cara e fui ao alergista (que na verdade se chama imunologista).

Depois de uma pequena bronca porque sumi desde 2002 (misteriosamente o mesmo ano que Keith Richards cheirou o pai ¬¬) e de um update sobre o que aconteceu comigo nestes últimos 5 anos, porque para saber a razão da minha crise de rinite (que fique bem claro), ele precisa saber como vou indo, a família, amigos, trabalho, uma coisa quase psicanalítica, sabe? ele disse que ia fazer um pequeno teste no meu braço injentando apenas na pele, poeira e mofo. Apenas para saber se minha sensibilidade a essas substâncias aumentou.

Como eu não sou o Iggy Pop, nem o Keith Richards e nem a Dercy Gonçalves, no mesmo instante que ele injetou poeira no meu braço, fez um calombinho e começou a coçar… muito!
Minha garganta coçou um pouco também, mas não me deixei abalar e continuamos nosso papo agradável “Como vai você”.

Dali fui encontrar com a Duda e a Beta.
Fui pra casa um bom tempo depois.
Vi TV.
Falei com a Mônica no telefone.
Até que percebi que minha garganta tava esquisita, meu pescoço coçava deseperadamente e meu rosto tava quente.

Como do meu braço parecia que ia sair um alien e minha mãe não me deixava olhar no espelho, percebi que “hmmmmm sim, eu deveria ir até o hospital mais próximo”.
Por sorte é no fim da minha rua (literalmente).

Posso não ser o Iggy Pop, mas quase fui Mia Wallace…

Nunca fui atendida tão rápido na minha vida em uma emergência de hospital.
O cara da recepção olhou pra mim e me já levou pra dentro da emergência, passando todo mundo que tava horas alie esperando.
Pela cara que as pessoas me olhavam notei que eu não deveria estar muito bonita, e o fato de uma junta médica me abordar apenas pra me colocar na maca também não ajudou muito.

Inexplicavelmente consegui manter uma calma zen budista e o primeiro médico me perguntou:

– Você é alérgica a Polaramine?
– Não sei…

Ele olhou pra outro médico que segurava uma outra seringa e falou pra ele se preparar.

Hein?
Pra que?
O que tava acontecendo?

Ele aplicou o Polaramine em mim e segurou meu pulso.
Foi impressionante o efeito!
Em segundos o calombo do braço sumiu, minha garganta melhorou e percebi que o calor no rosto passou.

Uns minutinhos depois, já recuperada e com minha mãe menos branca ao meu lado, tive coragem de perguntar ao médico o que aconteceria se eu fosse alérgica ao Polaramine.

– Ele teria que aplicar adrenalina em você!

Aaaaaah ta! claro…

Após um aviso de que eu me sentiria um “pouco” sonolenta e vários agradecimentos da minha mãe a todos os médicos de plantão, fui pra casa pensando na cena do Pulp Fiction com a injeção de adrenalina.

By the way: Um “pouco” sonolenta significou chegar em casa e despencar na cama sem conseguir nem trocar de roupa… Quase o mesmo efeito de uma garrafa de vinho.
(o que eu falei sobre o Iggy Pop mesmo?)

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5 Respostas to "UMA NOITE PULP FICTION… OU QUASE…"

Eu tbm já passei por isso, mas foi depois de uma aspirina. E tomei uma injeção subCUtânea :O

Nossa! Eu ja tomei!! A ADRENALINA!! Depois de 2 injeçoes de polaramine completamente sem efeito, o medico me deu a tal injeçao ENQUANTO FAZIA O MEU ELETROCARDIOGRAMA (!!!) pois a adrenalina pode CAUSAR INFARTO!!! Aff… Tudo isso por causa de um antibiotico que, no primeiro comprimido, me deixou com os pes em estado de elefantiase e a cara talmente deformada que eu nao me reconheci no espelho!! A alergia pode passar até sozinha depois de um tempo, mas os medicos ficam com medo da garganta inchar a tal ponto da gente perder a respiraçao e ter que fazer uma traqueostomia (nada agradavel!) Muito PulpFiction, mas pelo menos nao foi no coraçao, nao! Foi na veia mesmo… 😛

Amiga, como que vc fala comigo naquela tranquilidade horas atrás, sem me contar esta saga?
Quase caí dura … Lembrei do dia que tava tendo choque anafilático em Ilha Bela (eu e Beta inaugurando o “momento conte a sua merda!” hehe) …
Fica bem tá? Amanhã te ligo! Bjs!

É por causa desse “um pouco sonolenta” que há anos resolvi nunca mais tomar um anti-alérgico e aprendi a viver com as minhas alergias hehe

Pessoas alérgicas não podem viver sem anti-alérgico, prefiro ficar sonolenta a morrer de choque anafilático. Então suas alergias são bem poucas e fracas.

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