WHATEVER

Archive for junho 2009

Lars não conseguia interagir com as pessoas, mesmo sua família. Não gostava muito de contato de forma alguma, nem emocional, nem físico. Sentia-se invadido quando as pessoas tentavam se aproximar mais do que o contato social necessita e nem conseguia perceber o quanto as pessoas a sua volta se importavam com ele.

Por isso, quando Lars arranjou uma namorada diferente, que na verdade era uma boneca de silicone em tamanho natural, sua família, seus amigos e toda a sua cidade resolveram aceitar. Afinal Lars claramente tinha um problema e aquela era sua forma de mostrar que queria que o percebessem.

Curiosamente a nova namorada de Lars, que era uma forma de afastar as pessoas, serviu para aproximar. Lars percebeu o quanto era querido ao apresentar um comportamento esquisito e mesmo assim ser aceito, afinal todos agiam como se a boneca fosse uma mulher de verdade. E aí, ao tentar se afastar mais ainda da realidade, ele pôde ver tudo de uma nova perspectiva e perceber o que estava perdendo.

Lars é interpretado pelo fofo Ryan Gosling, e é o personagem principal do filme Lars and the Real Girl, que aqui no Brasil foi lançado com o título A Garota Ideal. Um desses filmes que é impossível não se apaixonar, não só pela sua história que parece ser boba, mas que na verdade desperta vários sentimentos, como por sua trilha sonora com pitadas nostálgicas dos anos 80, assim como todo seu figurino e estética. Se não fossem por alguns gadgets atuais aqui e ali no filme, não seria possível precisar a época em que se passa.

Lars and the real girl é uma fábula sobre as relações humanas, sobre como nos aceitamos e aos outros atualmente e de como o outro pode ser surpreendente de várias formas, positivas ou não. É um filme despretensioso sobre a fragilidade humana, de uma sensibilidade sútil que consegue, mesmo através de um tema que poderia ser triste, nos deixar bem.

Quando eu era pequena, almoços e jantares em família lá em Varginha eram sempre dividos, porque família grande não cabe toda na mesma mesa. Daí eu sentava na mesa das crianças com a primaiada, e era a parte mais legal do almoço, jantar, lanche, Natal, aniversário, whatever que estivesse acontecendo.

Sem adulto para mandar a gente comer “tudinho”, nem prestar atenção nas besteiras que a gente falava ou fazia. Às vezes uma tia aparecia, mandava a gente “ficar quietinho e comer direito”, mas era só ela virar as costas e nossa liberdade voltava.

Era tão legal que mesmo já adolescentes, nos achando muito adultos, continuávamos a sentar na mesa das crianças e a conversar sobre assuntos que os mais velhos não podiam ouvir. Aqueles momentos eram só nossos e mesmo que durassem pouco, conseguiam a cada reunião de família nos unir mais.

Cresci longe, aqui no Rio. Veio o vestibular, a faculdade, depois outra faculdade. Estágios, empregos, amigos, namorados e várias outras questões que passaram a me manter a cada ano um poquinho mais longe. Até ano passado, quando lá de volta ao meu lugar favorito da infância tivemos um almoço quase em família e tivemos que sentar em uma mesa separada.

Todos já crescido, com suas vidas, alguns até com filhos. Mas naquele dia, naquele momento, aquela voltava a ser a mesa das crianças. Rimos do nada, implicamos uns com os outros e até brigamos pela sobremesa.

Nem lembro mais a razão do almoço, mas lembro que aquele foi o melhor que tive em anos e mais ainda, que ele serviu para eu nunca esquecer que a vida é muito mais divertida quando sentamos na mesa das crianças.

*Esse post estava perdido nos rascunhos

Na útima quinta No dia 07 de maio combinei com a Ale de sairmos de casa às 19h30, tendo certeza que beeeem antes de 21h30 estaríamos no Metropolitan Citibank Hall.  Ledo engano, quase duas horas depois estávamos na Barra.  Passado o susto, nos juntamos a 8 mil pessoas para assistir ao show do Oasis, para mim, pela segunda vez em 12 anos.

É, eu sei que eles fazem um show altamente tecnico, com tudo muito bem ensaiado, que eles não cantam nenhuma música fora do set já combinado (não, eles não tocaram Live Forever) e que Liam e Noel nem se olham no palco. Podem falar que é tudo marketing, que a banda não é mais a mesma e tal, que não vão me convencer.

Primeiro que é ótimo eles serem tão complicados. Acho mesmo que estrela de rock tem que ser complicada, brigar com o irmão, ser marrento no palco, criar todo um personagem, se possível. Vide David Bowie 😉

Segundo que o show deles pode ser técnico, mas é maravilhoso. O show foi quase perfeito, passeando entre o album novo e os antigos sucessos. O Liam fez graça com a platéia, Noel conseguiu esboçar um sorriso e mesmo sabendo que eles não são mais simpáticos do que isso, já espero pela volta deles.

Assim como no show do A-Ha, mês passado, o show do Oasis me fez voltar ao passado, lembrar de bons momentos, de toda minha tietagem em cima deles e de como eu amo ir a shows. O próximo é do Kooks, SP dia 19 de junho. vamos?

AH! E DEPECHE MODE EM OUTUBRO \o/


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