WHATEVER

Archive for novembro 2010

Quando fui ao show do Franz Ferdinand em 2006, no Circo Voador, achei que nunca mais passaria por aquela experiência em qualquer outro show que fosse. Nem lembrava de uma empatia e química entre banda e platéia tão forte em qualquer outro show que tivesse ido antes. Na época achei que boa parte da experiência tinha sido por causa do local que tornava mais possível a aproximação banda e público.

Bom, acreditava em tudo isso até pisar no Morumbi nesse último domingo, 21 de novembro. Havia pouco que os portões estavam abertos para o público, muita gente já se acomodava lá dentro e na mesma hora a energia me atingiu. Eu estava ali para assistir ao show do Paul McCartney, o maior artista pop vivo, que além de tudo, fez parte da maior banda de todos os tempos e a que eu mais amo: Os Beatles. Um misto de nervosismo, emoção e excitação tomava conta de mim de uma forma inexplicável. EU IA VER UM SHOW DO PAUL McCARTNEY!

Às 21h em ponto o telão começou a passar um vídeo com canções da sua carreira solo e dos Beatles remixadas. Imagens contavam a história da carreira do ex-beatle até chegar ali naquele momento. 21h30 em ponto, finalmente Sir Paul McCartney entrou no placo em meio a uma explosão de gritos, choro (meu) e muita animação. Um Morumbi lotado acabara de se tornar o lugar mais acolhedor e feliz do mundo para receber com muito, muito, muito carinho aquele que é uma lenda viva. E eu não acreditava que estava ali no meio, participando daquilo e mudando um pouquinho a história da minha vida, totalmente lúcida em relação ao momento extraordinário que eu estava vivendo.

Pode parecer muito exagero da minha parte, mas desde que me entendo por gente e entendo o que é música, que escuto Beatles e Paul McCartney. Minha mãe é uma grande fã deles e da carreira solo do Paul, e por essa razão, boa parte da minha infância passei ouvindo suas canções. Cresci com a mesma paixão pelos Beatles de uma forma que tenho as músicas dos Fab 4 como trilha sonora de minha vida. Por isso, estar lá no Morumbi, no meio de 68 mil pessoas no show do Paul McCartney foi um momento muito especial para mim.

Mas o mais incrível de tudo isso não foi apenas o show, foi perceber que mesmo em um estádio enorme, com 68 mil pessoas, é possível haver química e intimidade entre artista e platéia. Foi totalmente mágico perceber que quase todas aquelas pessoas que estavam ali se sentiam exatamente como eu, arrebatadas e vivendo um momento muito especial. Além de todo o carisma e simpatia de Paul, que é uma coisa que se sente assim que ele pisa no palco, ainda em silêncio, apenas pegando seu Hofner e então começando o show.

Ele conversou com a platéia em português, homenageou John, George e sua Linda. Cantou grandes sucessos dos Beatles, mesmo que o show fosse em cima do album “Band on The Run”, da banda Wings e que está completando 25 anos. Me matou cantando “Blackbird” (onde chorei tanto, que não lembro o que aconteceu no placo), “Something”, “Here Today” e “Let’Em In”. Demonstrou várias vezes estar emocionado com o carinho da platéia e principalmente no momento mais lindo do show, quando milhares de balões brancos foram soltos ao som de ” Give Peace a Chance” (sim, canção do John).

Mesmo com os efeitos pirotécnicos de ” Live and Let Die” (sensacional), Paul também deu uma aula de como se fazer um grande show com uma banda composta por 5 pessoas (ele, dois guitarristas, um tecladista e o baterista mais carismático do mundo), sem muita firula, apenas com um cenário bacana e luzes. Foram 3 horas de show (que se passaram como se fossem poucos minutos), de pura energia, animação e rock n’ roll (ele cantou “Helter Skelter”!!!), que ficarão para sempre comigo. Assim como lá em 2006 no show do Franz, saí arrebatada, emocionada, sem conseguir expressar nada, mas com uma certeza, aquele foi sem dúvida o show da minha vida.

*o setlist do show do dia 21

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