WHATEVER

Archive for the ‘divagações’ Category

Pois é, tem quase um ano que não escrevo aqui no meu blog. O problema é que hoje em dia tudo é muito rápido, daí você quer discutir os assuntos assim que eles acontecem. Dessa forma, o Twitter e o Facebook acabam suprindo minha necessidade de comentar, reclamar ou apenas fazer uma piadinha.

O problema é que ando com crise de abstnência e preciso escrever mais e o que eu quiser sobre qualquer assunto, desde o mais relevante até o mais bobo.

Por isso estou voltando, aos poucos, mas estou. Até encontrei aqui no blog um post perdido, ainda do ano passado, sobre o livro “Noturno” do Guillermo Del Toro. Vou termina-lo (o post) e publicar logo, logo e prometo voltar a comentar sobre as coisas que me agradam e, claro, sobre as que me desagradam!

Anúncios

Quando eu era pequena, almoços e jantares em família lá em Varginha eram sempre dividos, porque família grande não cabe toda na mesma mesa. Daí eu sentava na mesa das crianças com a primaiada, e era a parte mais legal do almoço, jantar, lanche, Natal, aniversário, whatever que estivesse acontecendo.

Sem adulto para mandar a gente comer “tudinho”, nem prestar atenção nas besteiras que a gente falava ou fazia. Às vezes uma tia aparecia, mandava a gente “ficar quietinho e comer direito”, mas era só ela virar as costas e nossa liberdade voltava.

Era tão legal que mesmo já adolescentes, nos achando muito adultos, continuávamos a sentar na mesa das crianças e a conversar sobre assuntos que os mais velhos não podiam ouvir. Aqueles momentos eram só nossos e mesmo que durassem pouco, conseguiam a cada reunião de família nos unir mais.

Cresci longe, aqui no Rio. Veio o vestibular, a faculdade, depois outra faculdade. Estágios, empregos, amigos, namorados e várias outras questões que passaram a me manter a cada ano um poquinho mais longe. Até ano passado, quando lá de volta ao meu lugar favorito da infância tivemos um almoço quase em família e tivemos que sentar em uma mesa separada.

Todos já crescido, com suas vidas, alguns até com filhos. Mas naquele dia, naquele momento, aquela voltava a ser a mesa das crianças. Rimos do nada, implicamos uns com os outros e até brigamos pela sobremesa.

Nem lembro mais a razão do almoço, mas lembro que aquele foi o melhor que tive em anos e mais ainda, que ele serviu para eu nunca esquecer que a vida é muito mais divertida quando sentamos na mesa das crianças.

… que o termo mais procurado no meu blog é “vídeo de pessoas sendo esquartejadas”.

1. Nunca postei sobre isso e nem pretendo, ok?

2. *medo*

Então, seja quem for que procurou por isso aqui por favor não volte.

Obrigada.

Este foi o verão em que fiz as pazes com o Rio.

Acho que desde o fim da minha adolescência, que sempre que começa o calor e chega o verão, fico irritada e me tranco em casa. Odeio calor, a cidade fica muito cheia, turistas literalmente do mundo inteiro invadem o Rio e os lugares legais se tornam insuportáveis.

O mau humor impera nessa época do ano.

Mas, esse ano aprendi a voltar a amar minha cidade no verão.

O mais engraçado é que esse parece ser um dos verões mais quente em anos. Mas foi aí que percebi que o calor não tem nada a ver com minha implicância. Simplesmente esse ano, desde o fim de dezembro, decidi perceber as coisas de forma diferente, mais sob a ótica dos outros do que sob a minha, já que a minha andava tão estreita.

Daí foi um pulo para me apaixonar de novo pela minha cidade.  Mesmo ela quente e lotada de turistas barulhentos, foi exatamente quando percebi tudo que tava perdendo com meu mau humor.

Assim, acabei redescobrindo o Forte de Copacabana no lanche da tarde com as Queridonas e o querídissimo Rafael ou no café da manhã, quase brunch, com minha mãe.

Assistindo os fogos de Ano Novo na praia de Copacabana e ali decidir ser mais feliz e menos cínica com as coisas.

Ter um happy hour na Colombo do Centro com as amigas da faculdade e ainda ganhar uma bomba de chocolate extra na Confeitaria Cavé, já que na Colombo esconderam guardaram os doces. (o segredo é que depois das 18h eles dão um doce a mais por cada um que você compra, pra não desperdiçar e jogar tudo fora).

Ir ao show do Little Joy no Circo Voador. Rever o Amarante, o Fabrizio e conhecer a Binki Shapiro. Se emocionar com eles e com o Circo lotado, caloroso, amoroso, feliz por tê-los ali e lembrar que um show no Circo é uma experiência única.

No dia seguinte voltar à Lapa e almoçar feijoada mesmo com 40º lá fora (É só trocar a caipirinha por um chopp, que tudo fica bem).

Ver todos os filmes do Oscar, para poder ESSE ANO saber se quem ganhou mereceu ou não. Para quando chegar na noite do Oscar, cochilar várias vezes. Afinal é domingo de Carnaval e esse ano decidi me jogar nos blocos.

Acordar às 8 da matina, pra ir à um bloco de Carnaval na Praça XV. Prometer só beber depois das 11h, mas encontar um grande amigo e deixar a promessa pra lá.

Passear pelo Centro do Rio esbarrando em foliões também desgarrados, e se arrepender de não ter uma câmera para tirar fotos.

Andar da Praça XV até a Lapa para almoçar no Nova Capela, ser recebida por um anfitrião mal humorado, por um garçom figura e rir de tudo  se sentindo mais carioca do que nunca.

Por fim, acabar na praia no Arpoador e aplaudir o pôr do sol, já que no carnaval, até a praia do Leblon é brega.

Ir num bloco no MAM, sem saber quem, onde e quando. Seguir uma banda em circulos. Tentar adivinhar as músicas, cantar Madonna quando era Tim Maia e terminar a noite na Cobal do Humaitá.

Participar da discussão no Twitter sobre a apuração das Escolas de Samba e ficar feliz com a vitória do Salgueiro (não, não largo meu lado nerd).

Ir para Búzios pela primeira vez \o/ com dois mineiros. Tomar muito sol (com protetor solar) pra acabar com a cor de figurante de filme de vampiro.

Adorar o bangalô do Stephen King onde ficamos.

Jantar na Rua das Pedras, jogar Guitar Hero e ser humilhada por uma menininha de oito anos e na volta pro Rio, me apaixonar tudo outra vez.

Enfim, foi ótimo esse verão em que voltei a me sentir com 17 anos. Em que deixei um pouquinho as preocupações de lado por alguns momentos, com direito a paixonite de verão e tudo.

Assim, conseguir chegar a março e ao verdadeiro ínicio do ano com a energia recarregada e uma maneira muito mais leve de ver a vida 😉


Sexta-feira, 13 de fevereiro, Rio de Janeiro.

Reparem, hoje é sexta-feira 13! Não que eu tenha alguma superstição em relação a esse dia, pelo contrário ADORO!

Mas, sexta-feira 13 de FEVEREIRO, uma semana antes do Carnaval, aí é querer contar muito com a sorte. O que acontece?

Todos os joselitos adormecidos, levantam de suas tumbas e caminham pela cidade. Isso até a quarta-feira de cinzas quando tudo volta ao normal (sic).  O que acontece então, é que mesmo que você vá a um lugar que é exatamente o contrário total de Carnaval, vários Joselitos já estão lá a espreita.

Felizmente eles tornam tudo mais divertido. A falta de filtro dessas pessoas unida a total falta de superego, fazem com que elas sejam capazes de coisas inacreditáveis.

Inclusive, neste momento convido minhas amigas psicólogas a estudar esse fenômeno. Se ser Joselito é inerente ao ser humano. Se é uma condição que surge devido aos fatores externos. Ou se é genético?

Então, tendo explicado a situação, essa conversa toda era para poder postar a melhor frase da noite:

“Como você não quer ficar comigo? Já olhou BEM pra mim?”

Tendo dividido isso com vocês, agora já posso dormir.

Boa Noite.

Tava aqui pensando como é impressionante a capacidade que temos de sabotarmos a nós mesmos. E pior ainda, de acreditar mais quando nos dizem uma coisa ruim, do que uma boa. Claro que você  é o cocô do cavalo do bandido, como não? O mundo te mostra isso todo dia, por que não acreditar?

Aí que está, o mundo NÃO te mostra isso todo dia e nem tenta sabotar sua vida milhares de vezes por semana. Afinal o mundo não é seu arquiinimigo e você a mais nova heroína mutante bizarra do Stan Lee. Somos humanos e por definição temos a tendência de achar que não somos tão bons assim.

Mas… NÓS SOMOS! Podemos não ser os melhores, nem perfeitos (ainda bem), mas somos bons. E por mais que algumas pessoas nos façam pensar o contrário, quando vamos bem fundo no assunto e viramos o jogo contra elas, percebemos que o problema vem de lá e não daqui.

Sim, temos todo o direito de ter um dia de auto piedade. Mas vamos combinar? Um dia só!

Depois passa, a vida continua e toda essa coisa piegas, que de vez em quando precisamos usar a nosso favor.

Ah, esses meninos de 20 anos….


Coloque seu e-mail para receber novidades e notificações do Blog.

Junte-se a 4 outros seguidores

Tuitando:

Flickr Photos

Blog Stats

  • 16,753 hits