WHATEVER

Archive for the ‘filmes’ Category

Lars não conseguia interagir com as pessoas, mesmo sua família. Não gostava muito de contato de forma alguma, nem emocional, nem físico. Sentia-se invadido quando as pessoas tentavam se aproximar mais do que o contato social necessita e nem conseguia perceber o quanto as pessoas a sua volta se importavam com ele.

Por isso, quando Lars arranjou uma namorada diferente, que na verdade era uma boneca de silicone em tamanho natural, sua família, seus amigos e toda a sua cidade resolveram aceitar. Afinal Lars claramente tinha um problema e aquela era sua forma de mostrar que queria que o percebessem.

Curiosamente a nova namorada de Lars, que era uma forma de afastar as pessoas, serviu para aproximar. Lars percebeu o quanto era querido ao apresentar um comportamento esquisito e mesmo assim ser aceito, afinal todos agiam como se a boneca fosse uma mulher de verdade. E aí, ao tentar se afastar mais ainda da realidade, ele pôde ver tudo de uma nova perspectiva e perceber o que estava perdendo.

Lars é interpretado pelo fofo Ryan Gosling, e é o personagem principal do filme Lars and the Real Girl, que aqui no Brasil foi lançado com o título A Garota Ideal. Um desses filmes que é impossível não se apaixonar, não só pela sua história que parece ser boba, mas que na verdade desperta vários sentimentos, como por sua trilha sonora com pitadas nostálgicas dos anos 80, assim como todo seu figurino e estética. Se não fossem por alguns gadgets atuais aqui e ali no filme, não seria possível precisar a época em que se passa.

Lars and the real girl é uma fábula sobre as relações humanas, sobre como nos aceitamos e aos outros atualmente e de como o outro pode ser surpreendente de várias formas, positivas ou não. É um filme despretensioso sobre a fragilidade humana, de uma sensibilidade sútil que consegue, mesmo através de um tema que poderia ser triste, nos deixar bem.

rumba  

Nada como ver um filme achando uma coisa, descobrir que é outra muito melhor e amar!

 Adoro surpresas.

Vampiros…

Sim, adoro histórias de vampiros. Não é atoa que sempre que me falam que um filme tem vampiro, corro e vejo, mesmo sendo a maior bomba do mundo. Mas foi graças a ver qualquer coisa que vi Buffy, o filme, acabei me apaixonando pela série e sinto falta do Angel até hoje…

Na verdade agradeço esse meu gosto peculiar pelo fato de ter crescido num mundo menos chato e histérico, onde uma criança podia ter como filmes favoritos, A Fantástica Fábrica de Chocolate (a versão com o Gene Wilder) e A Dança dos Vampiros do Roman Polanski. Graças a Globo que passava filmes dublados, não importando a censura, e uma mãe que me deixava ver filmes a noite, mesmo eu morrendo de medo dos vampiros. (Carrie também faz parte dessa bizarra listinha, mas isso é assunto pra um outro post…).

Claro que essa paixão foi muito bem alimentada depois por livros como “Drácula”, “Entrevista com o Vampiro” (e todos a seguir), “Salem’s Lot” e outros. Mas preciso confessar que desde que Anne Rice desandou com a crônicas vampirescas e Buffy acabou, me sinto órfã de uma boa história de vampiros.

Até esse ano quando ganhei dois “presentes”, a série True Blood, que é excelente, e o livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer. E o mais curioso é que são histórias totalmente antagônicas, porque se em True Blood o que conquista é a falta de moral, a sensualidade latente e a violência, em Crepúsculo são o lirismo e a inocência do primeiro amor da adolescência que arrebatam de cara.

Na verdade peguei o livro para ler com um certo ceticismo, achando que era muito adolescente e que ia largar logo na segunda página de tão irritada. Em uma coisa eu tava certa, é muito adolescente e por isso mesmo uma delícia de ler. A história de amor entre a fofa e atrapalhada Bella e o vampiro Edward é apaixonante. Só consegui largar o primeiro volume quando acabou, e já devorei o segundo, “Lua Nova“, que achei melhor que o primeiro.

Não é uma obra prima, Meyer não tem a profundidade Rice e nem a preocupação detalhista de J.K. Rowling, mas Bella e Edward são personagens marcantes como Lestat, Louis, Claudia, Harry, Ron e Hermione.

Claro que tô roxa de vontade de ver o filme baseado no livro, ainda mais depois de descobrir que Edward será interpretado por Robert Pattinson, que foi o Cedric em Harry Potter. Esse rapaz inglês, muito tímido, não tem a mínima noção no que está se metendo, porque só com os traillers já percebi que ele vai conseguir conquistar muitas e muitas fãs. Crepúsculo chega aos cinemas por aqui no dia 19 de dezembro.

Daniel Rad... Quem?

Daniel Rad... Quem?

O que eu vi no Festival:

RocknRolla

Sujos e Sábios

Derek

O Roqueiro

Sleep Dealer

Os Roqueiros Esquecidos do Deserto

Downloading Nancy

REC

O Menino do Pijama Listrado

– Om Shanti Om

Raquela, Uma Cinderela com Algo a Mais

Valentino: O Último Imperador

Eu não vi só esses filmes durante todo o Festival, mas esses foram os resenhados por mim. Tudo devidamente linkado.

Vale a pena também conferir toda a cobertura do Almanaque Virtual sobre o Festival.

E para os amigos de São Paulo, tem o especial da Mostra.  

Acompanhem, leiam, comentem! 😉

– É divertido participar de sites de relacionamento postando em português e deixando os gringos bolados porque entendo inglês e eles não sabem nadica de nada de português 😉

– Qual o problema de querer se divertir com um cara “cafajeste”? Também sei ser cafajeste, infame, e ainda posto no Blip “Girls Just Wanna have Fun”. \o/

– Escutem agora correndo já os novos albuns do Beck (totalmente de volta a antiga forma) e do Bloc Party (pra poder esquecer a chatisse do segundo disco).

– Falando em Bloc Party em novembro eles vão estar no Circo Voador!

– Só eu mesma pra ver um documentário sobre Liverpool, porque é sobre Liverpool 😉

– Não eu não vi o Emmy. Não, não to interessada em saber quem ganhou o que no Emmy, obrigada.

– Vamos combinar que o Johnny Lee Miller é o Sick Boy de Trainspotting, nada de Eli Stone! hmpf!

– A partir de hoje estou [FESTIVAL DO RIO MODE: ON]. Ou seja, respiro, almoço, durmo e só falo sobre cinema. (sim, também conhecido como pain in the ass mode: on, hihihihi).

– E falta menos de um mês para ir pra Sampa ver meus amigos queridos do coração 😀

– E um poquinho mais pro TIM Festival. MGMT e Klaxons rules!

– Falando em TIM, viram que vai passar o filme da Madonna (essa mesmo), “Sujos e Sábios” com o Gogol Bordello no Festival do Rio? No mínimo bizarro e sim, eu vou ver…

– E falando sobre Festival e bizarro também vou ver um filme de ficção científica mexicano (Sleep Dealer) e um filme gay da Islândia (Raquela, Uma Cinderela com Algo a Mais).

– Acho que era isso, tô com muito sono e a partir de sexta isso será luxo em minha vida, então: VOU DORMIR! beijoesómeligaemnovembro

 Acabei de ver Mamma Mia!, sim é melhor do que você pensa.

Pra quem gosta de ABBA é um deleite, para quem gosta de musicais é uma diversão total e pra quem gosta da Meryl Streep vai ficar mais encantado ainda com ela.

Não é um filme para pessoas ranzizas, porque é fofo em demasia, alegre a beça e muito, muito, muito colorido e exagerado!

Voltando a Meryl Streep, é inacreditável vê-la tão solta dançando e cantando Mamma Mia!, pulando ao som de Dancing Queen (um dos melhores momentos do filme) e nos deixando com um nó na garganta ao cantar The Winner Takes it All.

Ainda tô totalmente absorvida pelo filme, sem muito saber dizer o que mais gostei… AH! do Colin Firth é claro! e do Pierce Brosnan é claro, que também cantam e dançam no filme.

No fim do filme você não sabe se sai dançando e pulando pela rua cantando Chiquitita, se compra uma passagem pra Grécia pra visitar a ilha do filme ou se vai pra NY, ver o musical na Broadway.

Uma homenagem fofa a uma das maiores bandas de música pop dos anos 80. No fim realmente só nos resta agradecê-los pelas músicas.

P.S.: Você sabe que a idade está chegando quando se empolga muito mais com os personagens que fazem os pais da personagem principal, do que com o mocinho…

Na segunda passada vi Batman: O Cavaleiro das Trevas, numa sessão de pré-estréia, antes de um monte de gente e blá blá blá.
Mas não é isso o que importa.
O que importa é que o filme é lindo.
Sim, lindo.
Então, na terça estava conversando com o Marcelo sobre um vinho que ele tomou em uma degustação naquele dia. Era um vinho francês, Montrachet 1947.
De acordo com ele, um vinho espetacular. De acordo com o Google, beeem caro.
Para que eu entendesse melhor a experiência dele com o vinho, ele tentou fazer uma analogia ao cinema, o que acabou me levando de volta à minha experiência na noite anterior com o Batman.
Antes que alguém ache que, agora sim eu enlouqueci completamente, deixa eu explicar.
Primeiro, que Batman: O Cavaleiro das Trevas está muito além de um simples filme de super herói. Há ação, há adrenalina, mas muito mais do que isso, há uma preocupação do roteiro em mostrar personagens complexos, que vão além do puro maniqueísmo bem e mal.
O grande vilão do filme, o Coringa, já se tornou um dos maiores vilões do cinema atualmente. O seu desapego ensandecido é o que mais aterroriza no filme. Assistir de camarote tudo ruir, exatamente como ele manipulou, é sua maior gratificação. Sem mencionar a atuação perfeita de Heath Ledger, que me deixou com um nó na garganta.
Outro ponto forte do filme é a atuação de Aaron Eckhart, de quem na verdade sou muito fã. Era quase óbvio que ele conseguirira se destacar entre tantas estrelas. Harvey Dent não poderia ser outro neste filme, assim como o Coringa também não.
E o Batman, que quase se torna um coadjuvante em seu próprio filme, observa e tenta não deixar tudo ser destruído, provando no fim do que são feitos os verdadeiros heróis.
É verdade que o “mundo” de Batman é bem mais sombrio que dos outros heróis, mas mesmo assim sempre há aquela nuvem de faz de conta em volta dos super heróis, que se dissipa nesse filme, tornando-o um excelente filme policial. O que agrada tanto os fãs xiitas de HQ, quanto os cinéfilos que poderiam torcer o nariz para o Batman. Já que acima de tudo, não há dúvidas que se trata de um filme do Christopher Nolan, tornando-o, também, um filme completamente autoral.
Enfim, uma experiência mais do que gratificante para os amantes do cinema. O que me levou a pensar durante nossa conversa sobre o Montrachet 1947, é que com certeza assistir pela primeira vez um filme tão impactante, deve ser como provar um vinho francês espetacular.

Coloque seu e-mail para receber novidades e notificações do Blog.

Junte-se a 4 outros seguidores

Tuitando:

Flickr Photos

Blog Stats

  • 16,740 hits