WHATEVER

Archive for the ‘viagem’ Category

Quando fui ao show do Franz Ferdinand em 2006, no Circo Voador, achei que nunca mais passaria por aquela experiência em qualquer outro show que fosse. Nem lembrava de uma empatia e química entre banda e platéia tão forte em qualquer outro show que tivesse ido antes. Na época achei que boa parte da experiência tinha sido por causa do local que tornava mais possível a aproximação banda e público.

Bom, acreditava em tudo isso até pisar no Morumbi nesse último domingo, 21 de novembro. Havia pouco que os portões estavam abertos para o público, muita gente já se acomodava lá dentro e na mesma hora a energia me atingiu. Eu estava ali para assistir ao show do Paul McCartney, o maior artista pop vivo, que além de tudo, fez parte da maior banda de todos os tempos e a que eu mais amo: Os Beatles. Um misto de nervosismo, emoção e excitação tomava conta de mim de uma forma inexplicável. EU IA VER UM SHOW DO PAUL McCARTNEY!

Às 21h em ponto o telão começou a passar um vídeo com canções da sua carreira solo e dos Beatles remixadas. Imagens contavam a história da carreira do ex-beatle até chegar ali naquele momento. 21h30 em ponto, finalmente Sir Paul McCartney entrou no placo em meio a uma explosão de gritos, choro (meu) e muita animação. Um Morumbi lotado acabara de se tornar o lugar mais acolhedor e feliz do mundo para receber com muito, muito, muito carinho aquele que é uma lenda viva. E eu não acreditava que estava ali no meio, participando daquilo e mudando um pouquinho a história da minha vida, totalmente lúcida em relação ao momento extraordinário que eu estava vivendo.

Pode parecer muito exagero da minha parte, mas desde que me entendo por gente e entendo o que é música, que escuto Beatles e Paul McCartney. Minha mãe é uma grande fã deles e da carreira solo do Paul, e por essa razão, boa parte da minha infância passei ouvindo suas canções. Cresci com a mesma paixão pelos Beatles de uma forma que tenho as músicas dos Fab 4 como trilha sonora de minha vida. Por isso, estar lá no Morumbi, no meio de 68 mil pessoas no show do Paul McCartney foi um momento muito especial para mim.

Mas o mais incrível de tudo isso não foi apenas o show, foi perceber que mesmo em um estádio enorme, com 68 mil pessoas, é possível haver química e intimidade entre artista e platéia. Foi totalmente mágico perceber que quase todas aquelas pessoas que estavam ali se sentiam exatamente como eu, arrebatadas e vivendo um momento muito especial. Além de todo o carisma e simpatia de Paul, que é uma coisa que se sente assim que ele pisa no palco, ainda em silêncio, apenas pegando seu Hofner e então começando o show.

Ele conversou com a platéia em português, homenageou John, George e sua Linda. Cantou grandes sucessos dos Beatles, mesmo que o show fosse em cima do album “Band on The Run”, da banda Wings e que está completando 25 anos. Me matou cantando “Blackbird” (onde chorei tanto, que não lembro o que aconteceu no placo), “Something”, “Here Today” e “Let’Em In”. Demonstrou várias vezes estar emocionado com o carinho da platéia e principalmente no momento mais lindo do show, quando milhares de balões brancos foram soltos ao som de ” Give Peace a Chance” (sim, canção do John).

Mesmo com os efeitos pirotécnicos de ” Live and Let Die” (sensacional), Paul também deu uma aula de como se fazer um grande show com uma banda composta por 5 pessoas (ele, dois guitarristas, um tecladista e o baterista mais carismático do mundo), sem muita firula, apenas com um cenário bacana e luzes. Foram 3 horas de show (que se passaram como se fossem poucos minutos), de pura energia, animação e rock n’ roll (ele cantou “Helter Skelter”!!!), que ficarão para sempre comigo. Assim como lá em 2006 no show do Franz, saí arrebatada, emocionada, sem conseguir expressar nada, mas com uma certeza, aquele foi sem dúvida o show da minha vida.

*o setlist do show do dia 21

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– É divertido participar de sites de relacionamento postando em português e deixando os gringos bolados porque entendo inglês e eles não sabem nadica de nada de português 😉

– Qual o problema de querer se divertir com um cara “cafajeste”? Também sei ser cafajeste, infame, e ainda posto no Blip “Girls Just Wanna have Fun”. \o/

– Escutem agora correndo já os novos albuns do Beck (totalmente de volta a antiga forma) e do Bloc Party (pra poder esquecer a chatisse do segundo disco).

– Falando em Bloc Party em novembro eles vão estar no Circo Voador!

– Só eu mesma pra ver um documentário sobre Liverpool, porque é sobre Liverpool 😉

– Não eu não vi o Emmy. Não, não to interessada em saber quem ganhou o que no Emmy, obrigada.

– Vamos combinar que o Johnny Lee Miller é o Sick Boy de Trainspotting, nada de Eli Stone! hmpf!

– A partir de hoje estou [FESTIVAL DO RIO MODE: ON]. Ou seja, respiro, almoço, durmo e só falo sobre cinema. (sim, também conhecido como pain in the ass mode: on, hihihihi).

– E falta menos de um mês para ir pra Sampa ver meus amigos queridos do coração 😀

– E um poquinho mais pro TIM Festival. MGMT e Klaxons rules!

– Falando em TIM, viram que vai passar o filme da Madonna (essa mesmo), “Sujos e Sábios” com o Gogol Bordello no Festival do Rio? No mínimo bizarro e sim, eu vou ver…

– E falando sobre Festival e bizarro também vou ver um filme de ficção científica mexicano (Sleep Dealer) e um filme gay da Islândia (Raquela, Uma Cinderela com Algo a Mais).

– Acho que era isso, tô com muito sono e a partir de sexta isso será luxo em minha vida, então: VOU DORMIR! beijoesómeligaemnovembro

Agora o Rodrigo resolveu me convidar direitinho para um meme, esse um tanto quanto fúnebre, mas me convidou. Ainda não sei se isso é bom ou ruim, tipo ele quer me ver morta sei lá… (hehehe), mas vamos lá!

Eu já sei que não vou morrer, assim que nem o Keith Richards, já que não envelheço, não morro. (Não, não sou Dorian Grey, nem fui mordida por um vampiro). Não uso drogas pesadas e nem troco meu sangue uma vez ao mês, mas mesmo assim acredito que se um dia for daqui pra melhor, ainda vai demorar muiiiiiiiiiiiiito.

Então, quando esse dia chegar, vai ser num futuro muito longínquo, onde todos meus amigos estarão juntos porque seus cerébros terão sido conservados e colocados em andróides,  que vão estar no modo música e deles sairá Pet Sematary, dos Ramones.

Porque eu não quero voltar depois de morta, nem por causa de uma doença bizarra que transforma os mortos em zumbis comedores de miolos. Nem por ter sido enterrada num antigo cemitério indígena, que me faz voltar mais mau que um pica-pau. E nem por causa de sarampo modificado genéticamente que me faz virar zumbi num mundo que só sobrou o Will Smith, a sobrinha da Sônia Braga e o pior ator mirim do mundo. Caso esqueçam, a letra já avisa:

I don’t want to be buried in a Pet Sematary,
I don’t want to live my life again”

Se mesmo assim eu voltar, façam como ela ensinou: Atirem na minha cabeça e me queimem!

Mas isso não vai acontecer, porque vou congelar meu cerébro, pra também virar um andróide, o que leva a segunda parte do meu funeral. Quando um cientista maluco, que será o Stephen King himself, colocar meu cerébro num androide que vai despertar que nem o Darth Vader, com respiração ofegante e tudo. Daí vou olhar para todos os meus amiguinhos andróides e de mim sairá a música:

“I used to be on an endless run
Believe in miracles ‘cause I’m one
I have been blessed with the power to survive
After all these years I’m still alive
I’m out here kickin’ with the band
I am no longer a solitary man
Every day my time runs out
Lived like a fool, that’s what I was about, oh

I believe in miracles
I believe in a better world for me and you
Oh, I believe in miracles
I believe in a better world for me and you…”

Como eu disse, não uso drogas pesadas… não preciso.

 

Agora preciso saber que música embalaria o funeral da Beijomeliga e da Thaís. Ah! E de quem mais quiser contar 😉

Do que é feita mesmo La Pedrera?

Resposta 1:
O prédio foi esculpido na pedra na época dos homens das cavernas. Eles fizeram há muitos anos e deixaram lá. Não é nada do Gaudí.
Resposta 2:
Não, ela é feita da mesma tecnologia das casas de Tatooine. Uma coisa super inovadora pra época. Gaudí estava a frente de seu tempo. Em uma galáxia muito, muito distante…

E se você quiser também saber, La Sagrada Familia é feita de areia.

É, areia e água. Que nem a gente fazia quando era pequeno na praia. Pegava areia molhada e fazia castelinho. Daí eles arranjaram uma mão gigante da ACME, que construiu a Sagrada Família.

E sabe como que o Gaudí morreu? Uma bigorna acertou ele. Também da ACME.

(Ah… o aniversário da Duda foi divertido. Mas eu acho que ela vai ficar um bom tempo sem perguntar alguma coisa séria pra gente)

Muitas coisas pra contar, mas já cheguei em pleno Festival do Rio e ao ritmo de trabalho pra ontem.

Por isso, acho que no fim de semana consigo contar algumas coisas engraçadas aqui no blog.

Enquanto isso já coloquei algumas fotos de Londres no Flickr, dá uma olhada.

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