WHATEVER

Archive for fevereiro 2008

Meu MSN conecta e vejo a seguinte frase ao lado do amigo Júlio:

Elétrico, atômico, genial! O HOMEM DE FERRO É LENHA PURA!

O que leva a seguinte conversa:

Raphaela diz:
ontem eu acabei esquecendo, mas hj eu pergunto.
“Elétrico, atômico, genial!” HEIN????
hehehehehehe

Júlio César diz:
hahahahahahahaha, é a música tema do
desenho do Homem de Ferro…
nos idos de 60 e lá vai quebrada…

Raphaela diz:
eles cantavam isso pra crianças????????????

Júlio César diz:
sim, sim…
e o melhor: O homem de ferro é lenha pura!
hauahuahauhauhaauhau…

Raphaela diz:
hahahahahahaha
essa parte foi depois musicada pela Ivete Sangalo

Júlio César diz:
HAUHAUAHAUHAUAHAUHAUHAUAHUA
caraleo Rapha…
você destroi mitos…

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Do que é feita mesmo La Pedrera?

Resposta 1:
O prédio foi esculpido na pedra na época dos homens das cavernas. Eles fizeram há muitos anos e deixaram lá. Não é nada do Gaudí.
Resposta 2:
Não, ela é feita da mesma tecnologia das casas de Tatooine. Uma coisa super inovadora pra época. Gaudí estava a frente de seu tempo. Em uma galáxia muito, muito distante…

E se você quiser também saber, La Sagrada Familia é feita de areia.

É, areia e água. Que nem a gente fazia quando era pequeno na praia. Pegava areia molhada e fazia castelinho. Daí eles arranjaram uma mão gigante da ACME, que construiu a Sagrada Família.

E sabe como que o Gaudí morreu? Uma bigorna acertou ele. Também da ACME.

(Ah… o aniversário da Duda foi divertido. Mas eu acho que ela vai ficar um bom tempo sem perguntar alguma coisa séria pra gente)

I don’t ever want to hate you,
So don’t show me your bed,
The only roads are cul-de-sacs,
The first thing that she said.

Temptation, greets you like your naughty mate,
The one that used to get you in bother,
But one you could never bring yourself to hate.

And she said we’ve got that spark,
That only lights a fuse,
Helps you see in the dark,
But it’s a sight you’ll lose when,
The temptation greets you like your naughty friend.

I don’t ever want to hate you,
So don’t show me your bed,
The only roads are cul-de-sacs,
The only ends are dead.

Temptation greets you like your naughty mate,
One that made you steal and set things on fire,
But one you haven’t seen of late.

And I said that kind of talk,
Only adds intrigue,
To the cauldron of thought,
It’s already exceeding,
Temptation, the very thing that held her back.

I don’t ever want to hate you,
So don’t show me your bed,
The only roads are cul-de-sacs,
The only ends are dead.

I don’t ever want to hate you,
It’s not part of the plan,
So keep your charm where I can’t see it,

And your hands where I can.

The panic will fall down around you,
If you don’t do what I say.

I don’t ever want to hate you,
So don’t show me your bed,
The only roads are cul-de-sacs,
The only ends are dead.

I don’t ever want to hate you,
It’s not part of the plan,
So keep your charm where I can’t see it,
And your hands where I can

(Arctic Monkeys – Temptation Greets You Like Your Naughty Friend)

Pois é, deixaram o Brad Renfro de fora da homenagem póstima no Oscar. A explicação dos organizadores é que “infelizmente é impossível incluir todo mundo”.
Mas peraí, eles lembraram e homenagearam um monte de gente desconhecida, que ninguem nem sabia que um dia existiram e “esqueceram” o Renfro, que já foi prodígio de Hollywood???
É, eu sabia que tava bom demais pra ser verdade…

No telefone com a Mônica:

Eu gosto de megagonxtruzões.

Lendo na revista SET o especial sobre os indicados ao Oscar desse ano, concordei com eles quando afirmaram que esse é o Oscar cool. Sim, só gente bacana, que está conseguindo devolver à indústria cinematográfica norte-americana alguma qualidade, transformou a festa do Oscar desse ano em uma das mais interessantes dos últimos cinco, quem sabe, dez anos.

Na verdade eu havia desistido do Oscar de vez em 2006, quando Crash ganhou. Parei de vez de levar a sério, quando um dos piores filmes que já vi levou o Oscar e muita gente achou que merecia, que era realmente um grande filme. Não vou mais discutir esse assunto, porque por mais que me digam que É um grande filme, eu não concordo. Acho um engodo, filme politicamente correto para americano ver.

Mas felizmente são águas passadas e estamos em 2008, para mim o ano em que o Oscar voltou a ser o Oscar. Quando mostravam as cenas com as retrospectivas dos anos anteriores, em comemoração aos 80 anos da festa, em mim era mais nítida a impressão de que a Academia havia despertado pra vida e em quase todas as categorias (Norbit? Hello???) qualquer indicado que ganhasse era verdadeiramente merecedor.

Começando pelo apresentador, o comediante/apresentador de talk show, Jon Stewart, que tem um timming perfeito para piadas geniais, como afirmar que está assustado em os EUA ter uma mulher e um negro concorrendo à presidência do país, pois isso só acontece em filmes onde a Estátua da Liberdade é destruída por asteróides. Foi a melhor sacada da noite toda! Fora as piadinhas em cima das rápidas retrospectivas sem graça e o baby award para brincar com a safra de grávidas de Hollywood.

Uma noite com pouquíssimas surpresas, onde só me surpreenderam os prêmios de melhor atriz para Marion Cotillard e atriz coadjuvante para Tilda Swinton, ambos merecidíssimos. Na verdade fiquei com muito medo da Blanchett levar melhor atriz, já que apesar de ela estar muito bem em Elizabeth, não achei nada excepcional, principalmente este ano, em que quase todas as atuações foram maravilhosas.

Sim, fiquei felicíssima com o Javier Bardem levar ator coadjuvante e ainda agradecer em espanhol à mãe. Não adianta, acho ele um charme e pronto! Ainda mais de smoking e sem o cabelinho triste do filme. Aliás, a categoria melhor ator foi uma das melhores em todos os sentidos, hein? Clooney, Day Lewis, Depp e Mortensen??? Do que mais uma festa precisa além desses homens e todos chiquérrimos? (Ok, mas ninguém merecia a barba do Viggo Mortensen). Fora o James McAvoy ali no cantinho, todo sorridente e lindinho. Ah esses escoceses…

Não quero nem falar sobre os prêmios que o Ultimato Bourne levou, porque achei o filme um saco, o mais fraco da trilogia, que nem merecia estar ali concorrendo a prêmio nenhum, quanto mais ganhar. Mas adorei Sweeney Todd ganhar direção de arte, também óbvio que ia ganhar né? O filme é uma obra de arte em película. E apesar de ter achado Elizabeth chato, reconheço que o figurino era deslumbrante, também mereceu o prêmio.

Fiquei dividida no prêmio de melhor animação, mesmo sem ter visto Persepolis, mas Ratatouille realmente é foda. Ainda não entendi porque a Katherine Heigl estava TÃO nervosa. Achei que ela ia ter um treco ali! Nem a menininha do Hannah Montana passou por esse vexame. E que foda a presença do Steve Carrell e do Seinfeld! Mesmo que disfarçado de abelhinha. Agora, me expliquem o prêmio de melhor documentário curta-metragem. Aqueles soldados apresentando os indicados foi a coisa mais constrangedora da festa toda! Mas não é uma festa do Oscar, sem um momento sem graça. E falando em constrangedor quem mais mudava de canal quando as músicas do Encantada eram apresentadas? Ainda bem que ganhou a canção do irlandeszinho do The Commitments (a.k.a Glen Hansard). Na verdade se você ainda não ouviu falar em Once, corre e procura saber, porque é a próxima sensação agora que passou o Oscar e deve diminuir um pouco toda a agitação em volta de Juno.

E falando em Juno, nem preciso dizer a minha alegria pela Diablo Cody, que merecidamente levou roteiro original. Lá no fundo torci muito pro Jason Reitman levar melhor diretor, mas sei que ainda não é a vez dele, ainda mais que os irmãos Coen fizeram um trabalho impecável com Onde os Fracos Não Têm Vez. O Day Lewis levou melhor ator (é Júlio, você tinha razão…), gostei, mas queria o Clooney.

Agora, momento para ficar nervoso e perder o rumo, é receber o Oscar das mãos dos Scorsese, não é não? Imagina, você ganhou o Oscar e ainda recebe das mãos dele??? Eu tinha uma síncope no palco. Claro que os Coen não sou eu. Claro que o filme deles mereceu o prêmio e no fim de tudo isso o que me deixa mais feliz é que um filme nem um pouco convencional, nem um pouco fácil de ser digerido, com um tema tão forte, ganhou o prêmio de melhor filme do ano. Realmente este ano o Oscar não foi para os fracos.

Obs: Apenas um comentário sobre a TNT, que espertamente deixei no sap o tempo todo. Que presentão nos intervalos, hein???? Os trailers de Batman e Speed Racer! Só faltou o Homem de Ferro 😉

Obs2: Quer saber todos os ganhadores? Clica aqui.

Diablo Cody, a roteirista de Juno.
Aproveita, corre e vai ver o filme 😉


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