WHATEVER

Em 2009, eu, Daniela Name, Flávia Rocha e Bárbara Pereira decidimos criar um blog em conjunto, depois de uma noite divertida regada a muito vinho. Dali nasceu o “Princesa é Uma Ova“. Infelizmente, a vida atribulada nos afastou do blog e das conversas divertidas regadas a vinho, mas não da amizade, que fique bem claro😉

Assim, com muita saudade daqui, do meu blog companheiro de anos, decidi retornar ao lar republicando o post de .  A inspiração para o post foi o que pensávamos sobre as princesas dos contos de fada, e a minha “princesa” escolhida foi a Alice, bem antes do Tim Burton confundir todo mundo.

Enfim, leiam o post, que me agradou muito. Por isso quis trazê-lo para cá:

Existem milhares de leituras para “Alice no País das Maravilhas”, conjecturas sobre Lewis Carroll e sua predileção por meninas muito novas, apologia a drogas e por aí vai num mar de interpretações psicoanalíticas. Com certeza ela é o personagem fictício que mais me facina desde muito novinha, quando comecei a me interessar por “estórias de princesas”. Confesso que sempre achei Branca de Neve chata e a Bela Adormecida burra, porque chega num ponto que teimosia vira burrice.

Lembro de pensar, “Por que a Branca de Neve fugia daquele castelo incrível, se ele era dela?” Ah! Colocava a mocréia invejosa da madrasta pra correr e convidava o príncipe pra morar lá.  E A Bela Adormecida então, melhor nem começar… Por isso Alice.

Alice era divertida, curiosa. Caiu num lugar esquisito, completamente diferente do mundo dela e soube aproveitar. Tudo porque estava um dia no seu canto morrendo de tédio, quando viu um coelho branco passar correndo dizendo que estava com pressa. Claro que, como qualquer pessoa antenada, logo achou que ele devia estar indo pra algum lugar muito interessante e o seguiu. Caiu no País das Maravilhas e descobriu que ali era bem legal.

A comida e a bebida davam barato. O pessoal era divertido e acabou fazendo amizades interesantes, como um chapeleiro maluco e uma lagarta doidona. Conheceu um pessoal meio sem noção também, como um gato que ficava pertubando e uma rainha maluca que tinha mania de cortar cabeças. Porque toda pessoa interessante chama atenção e sempre surgem uns ‘sem noção’ pra tentar acabar com a festa.

Mas Alice aproveitou ao máximo e sem um príncipe mala no pé. Encontrou alguns problemas pelo caminho, mas resolveu todos sozinha e com muita classe. Aí é que Alice se torna a mais humana de todas as princesas. Ela acaba se metendo em algumas enrascadas, mas quem nunca foi como ela que atire a primeira pedra. Afinal para poder viver uma vida bacana é preciso experimentar, correr atrás, tropeçar, se aborrecer, mas no fim acaba sendo uma experiência maravilhosa.

Tenho certeza que Alice quando voltou pra casa depois de tudo, olhou pra trás e não se arrependeu de nada. Porque em todos os momentos de apuro ela se meteu sozinha, mas também saiu sozinha. Claro que alguns momentos os amigos ajudaram. Agora, também, qual a graça de viver uma experiência incrível e não ter nenhum amigo por perto?

Alice, ali logo do lado da Cinderela, é a princesa descolada, que quer se divertir e conhecer pessoas e lugares incríveis. Se no fim das contas ainda aparecer um príncipe (como aparece em “Alice Através do Espelho”) é mais um bônus que a gente aceita de bom grado.

 Não é de admirar que a moça virou filme do descoladérrimo Tim Burton. 



		

Quando fui ao show do Franz Ferdinand em 2006, no Circo Voador, achei que nunca mais passaria por aquela experiência em qualquer outro show que fosse. Nem lembrava de uma empatia e química entre banda e platéia tão forte em qualquer outro show que tivesse ido antes. Na época achei que boa parte da experiência tinha sido por causa do local que tornava mais possível a aproximação banda e público.

Bom, acreditava em tudo isso até pisar no Morumbi nesse último domingo, 21 de novembro. Havia pouco que os portões estavam abertos para o público, muita gente já se acomodava lá dentro e na mesma hora a energia me atingiu. Eu estava ali para assistir ao show do Paul McCartney, o maior artista pop vivo, que além de tudo, fez parte da maior banda de todos os tempos e a que eu mais amo: Os Beatles. Um misto de nervosismo, emoção e excitação tomava conta de mim de uma forma inexplicável. EU IA VER UM SHOW DO PAUL McCARTNEY!

Às 21h em ponto o telão começou a passar um vídeo com canções da sua carreira solo e dos Beatles remixadas. Imagens contavam a história da carreira do ex-beatle até chegar ali naquele momento. 21h30 em ponto, finalmente Sir Paul McCartney entrou no placo em meio a uma explosão de gritos, choro (meu) e muita animação. Um Morumbi lotado acabara de se tornar o lugar mais acolhedor e feliz do mundo para receber com muito, muito, muito carinho aquele que é uma lenda viva. E eu não acreditava que estava ali no meio, participando daquilo e mudando um pouquinho a história da minha vida, totalmente lúcida em relação ao momento extraordinário que eu estava vivendo.

Pode parecer muito exagero da minha parte, mas desde que me entendo por gente e entendo o que é música, que escuto Beatles e Paul McCartney. Minha mãe é uma grande fã deles e da carreira solo do Paul, e por essa razão, boa parte da minha infância passei ouvindo suas canções. Cresci com a mesma paixão pelos Beatles de uma forma que tenho as músicas dos Fab 4 como trilha sonora de minha vida. Por isso, estar lá no Morumbi, no meio de 68 mil pessoas no show do Paul McCartney foi um momento muito especial para mim.

Mas o mais incrível de tudo isso não foi apenas o show, foi perceber que mesmo em um estádio enorme, com 68 mil pessoas, é possível haver química e intimidade entre artista e platéia. Foi totalmente mágico perceber que quase todas aquelas pessoas que estavam ali se sentiam exatamente como eu, arrebatadas e vivendo um momento muito especial. Além de todo o carisma e simpatia de Paul, que é uma coisa que se sente assim que ele pisa no palco, ainda em silêncio, apenas pegando seu Hofner e então começando o show.

Ele conversou com a platéia em português, homenageou John, George e sua Linda. Cantou grandes sucessos dos Beatles, mesmo que o show fosse em cima do album “Band on The Run”, da banda Wings e que está completando 25 anos. Me matou cantando “Blackbird” (onde chorei tanto, que não lembro o que aconteceu no placo), “Something”, “Here Today” e “Let’Em In”. Demonstrou várias vezes estar emocionado com o carinho da platéia e principalmente no momento mais lindo do show, quando milhares de balões brancos foram soltos ao som de ” Give Peace a Chance” (sim, canção do John).

Mesmo com os efeitos pirotécnicos de ” Live and Let Die” (sensacional), Paul também deu uma aula de como se fazer um grande show com uma banda composta por 5 pessoas (ele, dois guitarristas, um tecladista e o baterista mais carismático do mundo), sem muita firula, apenas com um cenário bacana e luzes. Foram 3 horas de show (que se passaram como se fossem poucos minutos), de pura energia, animação e rock n’ roll (ele cantou “Helter Skelter”!!!), que ficarão para sempre comigo. Assim como lá em 2006 no show do Franz, saí arrebatada, emocionada, sem conseguir expressar nada, mas com uma certeza, aquele foi sem dúvida o show da minha vida.

*o setlist do show do dia 21

Pois é, tem quase um ano que não escrevo aqui no meu blog. O problema é que hoje em dia tudo é muito rápido, daí você quer discutir os assuntos assim que eles acontecem. Dessa forma, o Twitter e o Facebook acabam suprindo minha necessidade de comentar, reclamar ou apenas fazer uma piadinha.

O problema é que ando com crise de abstnência e preciso escrever mais e o que eu quiser sobre qualquer assunto, desde o mais relevante até o mais bobo.

Por isso estou voltando, aos poucos, mas estou. Até encontrei aqui no blog um post perdido, ainda do ano passado, sobre o livro “Noturno” do Guillermo Del Toro. Vou termina-lo (o post) e publicar logo, logo e prometo voltar a comentar sobre as coisas que me agradam e, claro, sobre as que me desagradam!

Lars não conseguia interagir com as pessoas, mesmo sua família. Não gostava muito de contato de forma alguma, nem emocional, nem físico. Sentia-se invadido quando as pessoas tentavam se aproximar mais do que o contato social necessita e nem conseguia perceber o quanto as pessoas a sua volta se importavam com ele.

Por isso, quando Lars arranjou uma namorada diferente, que na verdade era uma boneca de silicone em tamanho natural, sua família, seus amigos e toda a sua cidade resolveram aceitar. Afinal Lars claramente tinha um problema e aquela era sua forma de mostrar que queria que o percebessem.

Curiosamente a nova namorada de Lars, que era uma forma de afastar as pessoas, serviu para aproximar. Lars percebeu o quanto era querido ao apresentar um comportamento esquisito e mesmo assim ser aceito, afinal todos agiam como se a boneca fosse uma mulher de verdade. E aí, ao tentar se afastar mais ainda da realidade, ele pôde ver tudo de uma nova perspectiva e perceber o que estava perdendo.

Lars é interpretado pelo fofo Ryan Gosling, e é o personagem principal do filme Lars and the Real Girl, que aqui no Brasil foi lançado com o título A Garota Ideal. Um desses filmes que é impossível não se apaixonar, não só pela sua história que parece ser boba, mas que na verdade desperta vários sentimentos, como por sua trilha sonora com pitadas nostálgicas dos anos 80, assim como todo seu figurino e estética. Se não fossem por alguns gadgets atuais aqui e ali no filme, não seria possível precisar a época em que se passa.

Lars and the real girl é uma fábula sobre as relações humanas, sobre como nos aceitamos e aos outros atualmente e de como o outro pode ser surpreendente de várias formas, positivas ou não. É um filme despretensioso sobre a fragilidade humana, de uma sensibilidade sútil que consegue, mesmo através de um tema que poderia ser triste, nos deixar bem.

Quando eu era pequena, almoços e jantares em família lá em Varginha eram sempre dividos, porque família grande não cabe toda na mesma mesa. Daí eu sentava na mesa das crianças com a primaiada, e era a parte mais legal do almoço, jantar, lanche, Natal, aniversário, whatever que estivesse acontecendo.

Sem adulto para mandar a gente comer “tudinho”, nem prestar atenção nas besteiras que a gente falava ou fazia. Às vezes uma tia aparecia, mandava a gente “ficar quietinho e comer direito”, mas era só ela virar as costas e nossa liberdade voltava.

Era tão legal que mesmo já adolescentes, nos achando muito adultos, continuávamos a sentar na mesa das crianças e a conversar sobre assuntos que os mais velhos não podiam ouvir. Aqueles momentos eram só nossos e mesmo que durassem pouco, conseguiam a cada reunião de família nos unir mais.

Cresci longe, aqui no Rio. Veio o vestibular, a faculdade, depois outra faculdade. Estágios, empregos, amigos, namorados e várias outras questões que passaram a me manter a cada ano um poquinho mais longe. Até ano passado, quando lá de volta ao meu lugar favorito da infância tivemos um almoço quase em família e tivemos que sentar em uma mesa separada.

Todos já crescido, com suas vidas, alguns até com filhos. Mas naquele dia, naquele momento, aquela voltava a ser a mesa das crianças. Rimos do nada, implicamos uns com os outros e até brigamos pela sobremesa.

Nem lembro mais a razão do almoço, mas lembro que aquele foi o melhor que tive em anos e mais ainda, que ele serviu para eu nunca esquecer que a vida é muito mais divertida quando sentamos na mesa das crianças.

*Esse post estava perdido nos rascunhos

Na útima quinta No dia 07 de maio combinei com a Ale de sairmos de casa às 19h30, tendo certeza que beeeem antes de 21h30 estaríamos no Metropolitan Citibank Hall.  Ledo engano, quase duas horas depois estávamos na Barra.  Passado o susto, nos juntamos a 8 mil pessoas para assistir ao show do Oasis, para mim, pela segunda vez em 12 anos.

É, eu sei que eles fazem um show altamente tecnico, com tudo muito bem ensaiado, que eles não cantam nenhuma música fora do set já combinado (não, eles não tocaram Live Forever) e que Liam e Noel nem se olham no palco. Podem falar que é tudo marketing, que a banda não é mais a mesma e tal, que não vão me convencer.

Primeiro que é ótimo eles serem tão complicados. Acho mesmo que estrela de rock tem que ser complicada, brigar com o irmão, ser marrento no palco, criar todo um personagem, se possível. Vide David Bowie😉

Segundo que o show deles pode ser técnico, mas é maravilhoso. O show foi quase perfeito, passeando entre o album novo e os antigos sucessos. O Liam fez graça com a platéia, Noel conseguiu esboçar um sorriso e mesmo sabendo que eles não são mais simpáticos do que isso, já espero pela volta deles.

Assim como no show do A-Ha, mês passado, o show do Oasis me fez voltar ao passado, lembrar de bons momentos, de toda minha tietagem em cima deles e de como eu amo ir a shows. O próximo é do Kooks, SP dia 19 de junho. vamos?

AH! E DEPECHE MODE EM OUTUBRO \o/

… que o termo mais procurado no meu blog é “vídeo de pessoas sendo esquartejadas”.

1. Nunca postei sobre isso e nem pretendo, ok?

2. *medo*

Então, seja quem for que procurou por isso aqui por favor não volte.

Obrigada.